Quinta-feira da 2ª semana do Tempo Comum
Memória Facultativa de São Vicente, diácono e mártir (†304). Em Saragoça, durante a perseguição do imperador Diocleciano, depois de padecer cárcere, fome, o cavalete e ferros incandescentes, terminou invicto o glorioso combate em Valência da Espanha Cartaginense e subiu ao Céu para gozar o prémio do seu martírio.
Leituras da Missa
Primeira leitura: 1Sm 18,6-9.19,1-7
Naqueles dias, 6quando Davi voltou, depois de ter matado o filisteu, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, dançando e cantando alegremente ao som de tamborins e címbalos. 7E, enquanto dançavam, diziam em coro: “Saul matou mil, mas Davi matou dez mil”. 8Saul ficou muito encolerizado com isto e não gostou nada da canção, dizendo: “A Davi deram dez mil, e a mim somente mil. Que lhe falta ainda, senão a realeza?” 9E, a partir daquele dia, não olhou mais para Davi com bons olhos. 19,1Saul falou a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos sobre sua intenção de matar Davi. Mas Jônatas, filho de Saul, amava profundamente Davi, 2e preveniu-o a respeito disso, dizendo: “Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, toma cuidado amanhã de manhã, e fica oculto em um esconderijo. 3Eu mesmo sairei em companhia de meu pai, no campo, onde estiveres, e lhe falarei de ti, para ver o que ele diz, e depois te avisarei de tudo o que eu souber”. 4Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e acrescentou: “Não faças mal algum ao teu servo Davi, porque ele nunca te ofendeu. Ao contrário, que ele tem feito foi muito proveitoso para ti. 5Arriscou a sua vida, matando o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a todo o Israel. Tu mesmo foste testemunha e te alegraste. Por que, então, pecarias, derramando sangue inocente e mandando matar Davi sem motivo?” 6Saul, ouvindo isto, e aplacado com as razões de Jônatas, jurou: “Pela vida do Senhor, ele não será morto!” 7Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isto. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar, como antes.
Salmo responsorial: Sl 55(56),2-3.9-10.11-13 (R. 5bc)
R. É no Senhor que eu confio e nada temo.
2Tende pena e compaixão de mim, ó Deus, †pois há tantos que me calcam sob os pés, *e agressores me oprimem todo dia! 3Meus inimigos de contínuo me espezinham, *são numerosos os que lutam contra mim! R.
9Do meu exílio registrastes cada passo, †em vosso odre recolhestes cada lágrima, *e anotastes tudo isso em vosso livro. 10Meus inimigos haverão de recuar †em qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo! R.
11Confio em Deus e louvarei sua promessa. †12É no Senhor que eu confio e nada temo: *que poderia contra mim um ser mortal? 13Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, *e vos oferto um sacrifício de louvor, R.
Evangelho: Mc 3,7-12
Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.
Santos em destaque
São Valério, Bispo (†305/315). Foi expulso de sua Diocese de Saragoça, Espanha, durante a perseguição de Diocleciano e morreu no exílio.
São Gaudêncio, Bispo (†c. 418). Convertido por Santo Eusébio de Vercelli, de quem foi discípulo e companheiro no exílio. De volta à Itália, foi sagrado Bispo de Novara.
São Bernardo, Bispo (†842). Deixando o exército de Carlos Magno, distribuiu seus bens aos pobres, ingressou na milícia de Cristo e foi nomeado Bispo de Vienne, França. Construiu os mosteiros de Ambronay e de Romans.
São Domingos, abade (†1031). Fundou e reformou muitos mosteiros na região do Lácio, Itália.
Santos Francisco Gil de Federich e Mateus Afonso de Leziniana, presbíteros e mártires (†1745). Sacerdotes dominicanos mortos a fio de espada no Vietnã.
São Vicente Pallótti, presbítero (†1850). Fundou a Sociedade do Apostolado Católico. Com suas obras e escritos, estimulou a vocação de todos os batizados para trabalhar generosamente pela Igreja.
Beata Laura Vicunha, virgem (†1904). Jovem chilena educada pelas salesianas na Argentina. De sólida Fé e ardente piedade, suportou grandes sofrimentos morais e faleceu aos 13 anos, após oferecer-se como vítima pela conversão de sua mãe.
Beato José Nascimbeni, presbítero (†1922). Fundou em Castelletto del Garda, Itália, o Instituto das Pequenas Irmãs da Sagrada Família.
Beato Ladislau Batthyány-Strattmann, pai de família (†1931). Médico oriundo de uma família principesca húngara, atendia gratuitamente os pobres e indigentes no hospital por ele fundado, em Viena, Áustria.
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