Terça-feira da 10ª semana do Tempo Comum
Em Portugal Memória do santo Anjo da Guarda de Portugal, cujo culto era tradicional desde tempos remotos; foi oficializada pelo papa Leão X em 1504, passando a ser celebrada com a maior solenidade em todas as cidades e vilas portuguesas; mas popularizou-se mediante a divulgação da tríplice aparição do Anjo de Portugal aos três pastorinhos em Fátima e o Papa Pio XII aprovou a inclusão desta memória no calendário litúrgico português.
Leituras da Missa
Primeira leitura: 1Rs 18,20-39
Naqueles dias, 20Acab convocou todos os filhos de Israel e reuniu os profetas de Baal no monte Carmelo. 21Então Elias, aproximando-se de todo o povo, disse: “Até quando andareis mancando com os dois pés? Se o Senhor é o verdadeiro Deus, segui-o; mas, se é Baal, segui a ele”. O povo não respondeu uma palavra. 22Então Elias disse ao povo: “Eu sou o único profeta do Senhor que resta, ao passo que os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta. 23Deem-nos dois novilhos; que eles escolham um novilho e, depois de cortá-lo em pedaços, coloquem-no sobre a lenha, mas sem pôr fogo por baixo. Eu prepararei depois o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, e tampouco lhe porei fogo. 24Em seguida, invocareis o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor. O Deus que ouvir, enviando fogo, este é o Deus verdadeiro”. Todo o povo respondeu, dizendo: “Ótima proposição”. 25Elias disse então aos profetas de Baal: “Escolhei vós um novilho e começai, pois sois maioria. E invocai o nome de vosso deus, mas não lhe ponhais fogo”. 26Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e prepararam-no. E invocavam o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia, dizendo: “Baal, ouve-nos!” Mas não se ouvia voz alguma e ninguém que respondesse. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado. 27Ao meio-dia, Elias zombou deles, dizendo: “Gritai mais alto, pois, sendo um deus, tem suas ocupações. Porventura ausentou-se ou está de viagem; ou talvez esteja dormindo e é preciso que o acordem”. 28Então eles gritavam ainda mais forte e retalhavam-se, segundo o seu costume, com espadas e lanças, até o sangue escorrer. 29Passado o meio-dia, entraram em transe até a hora do sacrifício vespertino. Mas não se ouviu voz nenhuma, nem resposta nem sinal de atenção. 30Então Elias disse a todo o povo: “Aproximai-vos de mim”. Todo o povo veio para perto dele. E ele refez o altar do Senhor que tinha sido demolido. 31Tomou doze pedras, segundo o número das doze tribos dos filhos de Jacó, a quem Deus tinha dito: “Teu nome será Israel”, 32e edificou com as pedras um altar ao nome do Senhor. Fez em redor do altar um rego, capaz de conter duas medidas de sementes. 33Empilhou a lenha, esquartejou o novilho e colocou-o sobre a lenha, 34e disse: “Enchei quatro talhas de água e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha”. Depois, disse: “Outra vez”. E eles assim fizeram uma segunda vez. E acrescentou: “Ainda uma terceira vez”. E assim foi feito. 35A água correu em volta do altar, e o rego ficou completamente cheio. 36Chegada a hora do sacrifício, o profeta Elias aproximou-se e disse: “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, mostra hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que é por ordem tua que fiz estas coisas. 37Ouve-me, Senhor, ouve-me, para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus e que és tu que convertes os seus corações!” 38Então caiu o fogo do Senhor, que devorou o holocausto, a lenha, as pedras e a poeira, e secou a água que estava no rego. 39Vendo isso, o povo todo prostrou-se com o rosto em terra, exclamando: “É o Senhor que é Deus, é o Senhor que é Deus!”
Salmo responsorial: Sl 15(16),1-2a.4.5 e 8.11 (R. 1)
R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
1Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! *2aDigo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. R.
4Multiplicam, no entanto, suas dores *os que correm para os deuses estrangeiros; seus sacrifícios sanguinários não partilho, *nem seus nomes passarão pelos meus lábios. R.
5Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, *meu destino está seguro em vossas mãos! 8Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, *pois se o tenho a meu lado não vacilo. R.
11Vós me ensinais vosso caminho para a vida; †junto a vós, felicidade sem limites, *delícia eterna e alegria ao vosso lado! R.
Evangelho: Mt 5,17-19
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”.
Santos em destaque
Santo Itamar de Rochester, Bispo (†c. de 666). Primeiro presbítero de Kent, Inglaterra, a ser elevado à ordem episcopal.
São Bogumilo, Bispo (†1182). Renunciou à sede episcopal de Gniezno, Polônia, e seguiu vida eremítica em suprema austeridade, num local deserto perto de Dobrow.
Beata Diana de Andaló, virgem (†1236). Depois de sofrer todo tipo de oposição por parte de sua família, fundou um mosteiro beneditino no qual faleceu após uma santa vida.
Beato Henrique de Bolzano, leigo (†1315). Sendo carpinteiro e inculto, dava tudo o que possuía aos pobres. Já com a saúde debilitada, partilhava com os necessitados a precária esmola que mendigava.
Beato João Dominici, Bispo (†1419). Religioso dominicano eleito Bispo de Ragusa da Dalmácia. Faleceu em Budapeste, Hungria, para onde foi enviado a fim de combater a heresia de João Huss.
Beatos Tomas Green e Gualter Pierson, mártires (†1537). Monges cartuxos que morreram de fome no cárcere, durante o reinado de Henrique VIII da Inglaterra, por sua fidelidade à Cátedra de Pedro.
Beato Eduardo Poppe, sacerdote (†1924). Ainda jovem, consagrou-se à Santíssima Virgem como escravo. Ordenado sacerdote em 1916, foi ardoroso apóstolo da Eucaristia e de Nossa Senhora. Faleceu aos 34 anos.
Beato Eustáquio Kugler, religioso (†1946). Religioso da Ordem Hospitaleira de São João de Deus.
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