2 de abril de 2026

Quinta-feira da Semana Santa

A Semana Santa tem por característica um singular misto de tristeza e alegria: sofremos com a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas logo exultamos pela sua Ressurreição. Centro e auge do Ano Litúrgico, as cerimônias de Semana Santa, e sobretudo as do Tríduo Pascal, constituem uma fonte inesgotável de graças.

Ver também:

Excertos da homilia da Missa de Quinta-Feira Santa, 13/4/2006

 

Leituras da Missa da Ceia do Senhor

Primeira leitura: Ex 12,1-8.11-14

Naqueles dias, 1o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2“Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa. 4Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais, conforme o tamanho do cordeiro. 5O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro como um cabrito: 6e devereis guardá-lo preso até o dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerdes. 8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘passagem’ do Senhor! 12E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações como instituição perpétua”.

Salmo responsorial: Sl 115,12-13.15-16bc.17-18 (R.cf.1Cor 10,16)

R. O cálice por nós abençoado, é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

12Que poderei retribuir ao Senhor Deus *por tudo aquilo que ele fez em meu favor? 13Elevo o cálice da minha salvação, *invocando o nome santo do Senhor. R.

15É sentida por demais pelo Senhor *a morte de seus santos, seus amigos. 16Eis que sou o vosso servo, ó Senhor *mas me quebrastes os grilhões da escravidão! R.

17Por isso oferto um sacrifício de louvor, *invocando o nome santo do Senhor. 18Vou cumprir minhas promessas ao Senhor *na presença de seu povo reunido. R.

Segunda leitura: 1Cor 11,23-26

Irmãos, 23o que eu recebi do Senhor, foi isso que eu vos transmiti: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

Evangelho: Jo 13, 1-15

1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.


Santos em destaque

Santo Apiano, mártir (†306). Morto durante a perseguição de Maximiano, por ter tentado impedir a realização do sacrifício idólatra ordenado pelo imperador à população de Cesareia, na Palestina.

Santa Teodora, virgem e mártir (†307). Jovem de dezoito anos presa, torturada e lançada ao mar por haver dado demonstrações de apoio e veneração aos cristãos levados ao tribunal em Cesareia da Palestina.

Santo Abúndio, Bispo (†468). Nascido em Como, Itália, foi enviado pelo Papa São Leão Magno a Constantinopla, onde defendeu firmemente a verdadeira Fé.

São Francisco de Paula, confessor (†1507). Fundador da Ordem dos Mínimos, na Calábria, Itália, São Francisco de Paula foi célebre pelos milagres que praticou, pelas profecias que fez acerca do futuro da Igreja, e pelos exemplos de grande austeridade de vida, nascida de uma profunda humildade.

São Pedro Calungsod, catequista e mártir (†1672). Nascido nas Filipinas, partiu com os missionários jesuítas para evangelizar as Ilhas Marianas, na Oceania. Foi martirizado por nativos pagãos na ilha de Guam.

São Domingos Tuoc, presbítero e mártir (†1839). Sacerdote dominicano martirizado na perseguição religiosa do Vietnã.

São Francisco Coll y Guitart, presbítero (†1875). Sacerdote dominicano e grande pregador popular, fundou em Vic, Espanha, a Congregação das Dominicanas da Anunciata.

Beato Leopoldo de Gaiche, presbítero (†1815). Religioso franciscano que se destacou como missionário a ponto de ser chamado “Apóstolo da Úmbria”.

Beato Guilherme Apor, Bispo e mártir (†1945). Durante a Segunda Guerra Mundial, sendo Bispo de Györ, Hungria, foi golpeado de morte por alguns soldados russos, ao defender umas meninas refugiadas num edifício da diocese, e morreu três dias depois.

Beata Maria de São José, virgem (†1967). Fundou em Maracay, Venezuela, a Congregação das Agostinianas Recoletas do Sagrado Coração de Jesus.

Ver todos os Santos deste dia no Martirológio Romano online


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